Um pouco da história da cidade

Duzentos e cinquenta anos após o descobrimento do Brasil, alguns portugueses compondo uma Bandeira, chegam à região do planalto do sertão da Bahia. À sua frente achava-se o Mestre de Campo João da Silva Guimarães. Ao chegarem Encontraram ardorosa resistência dos mongoiós, imborés e pataxós, tribos indígenas que originalmente viviam nesse pedaço do território e que bravamente defenderam suas famílias e seu chão, assim como sua cultura, do branco invasor. E nas sucessivas batalhas os métodos mais traiçoeiros foram usados para o extermínio completo da população indígena.

Depois do extermínio, duas motivações econômicas exerciam forte apelo para a criação de um núcleo populacional nesse planto: A busca de Ouro e a atividade pecuária. Praticamente cem anos depois de criado o arraial de Conquista, uma lei Provincial, de 19 de maio de 1840, elevou-a à condição de Vila e Freguesia.

Dia 09 de novembro, que hoje dá o nome a uma das principais praças da cidade, onde se encontra um marco alusivo aos conquistadores, foi a data escolhida para a instalação oficial dessa condição. A vila tornou-se cidade em 1891, deixando de ser a Imperial Vila da Vitória, para ser a cidade de Conquista.

Em dezembro de 1943, uma Lei Estadual nomeia o Município como Vitória da Conquista.

Essa cidade quis, com o seu nome, afirmar e reafirmar esse ato do colonizador, registrar a idéia de um povo que batalha.Os diversos fatores geoeconômico e político-culturais têm concorrido para fazer dessa marca uma verdade, ainda que seja sempre benéfico sair-se um pouco da lógica imaginária, romper a lógica gramatical e voltar um olhar que busca o real da cidade, que aparece com muitas etapas ainda por conquistar para uma vida aprazível para todos.
____________________________________________________________________

INDÍGENAS QUE HABITAVAM O "SERTÃO DE RESSACA".

O território onde hoje está localizado o Município de Vitória da Conquista foi habitado pelos povos indígenas Mongoyó, Ymboré e Pataxó. Os aldeamentos se espalhavam por uma extensa faixa, conhecida como Sertão da Ressaca*, que vai das margens do Rio Pardo até o Rio das Contas.
Os índios Mongoyó (ou Kamakan), Ymboré e Pataxó pertenciam ao mesmo tronco: Macro-Jê. Cada um deles tinha sua língua e seus ritos religiosos. Os Mongoyó costumavam fixar-se numa determinada área, enquanto os outros dois povos circulavam mais ao longo do ano.
Os Ymboré, também conhecidos como Botocudos, tinham pele morena e o hábito de usarem um botoque de madeira nas orelhas e lábios - daí o nome Botocudo. Gostavam de pintar o corpo com extratos de urucum e jenipapo. Eram guerreiros temidos, viviam da caça e da pesca e dividiam o trabalho de acordo com o gênero, cabendo às mulheres o cuidado com os alimentos. Os homens ficavam responsáveis pela caça, pesca e a fabricação dos utensílios a serem utilizados nas guerras.
Já os Pataxó não apresentavam grande porte físico. Fala-se de suas caras largas e feições grosseiras. Não pintavam os corpos. A caça era uma de suas principais atividades. Também praticavam a coleta. Há pouca informação a respeito dos Pataxó.
Os relatos afirmam que os Mongoyó ou Kamakan era donos de uma beleza física e uma elegância nos gestos que os distinguiam dos demais. Tinham o hábito de depilar o corpo e de usar ornamentos feitos de penas, como os cocares. Praticavam o artesanato, a caça e a agricultura. O trabalho também era divido de acordo com os gêneros. As mulheres Mongoyó eram tecelãs. A arte, com caráter utilitário, tinha importância para esse povo. Eles faziam cerâmicas, bolsas e sacos de fibras de palmeira que se destacavam pela qualidade. Os Mongoyó eram festivos, tinham grande respeito pelos mais velhos e pelos mortos.
Ymboré, Pataxó e Mongoyó travaram várias lutas entre si pela ocupação do território. O sentido dessas lutas, porém, não estava ligado à questão da propriedade da terra, mas à sobrevivência, já que a área dominada era garantia de alimento para a comunidade.

*O nome Sertão da Ressaca pode ser derivado tanto do fenômeno de invasão das águas dos rios sobre o sertão, semelhante ao fenômeno marinho, como da palavra ressaço, que corresponde à funda baía de mato baixo circundada por serras.
____________________________________________________________________

Símbolos da cidade

BRASÃO

Foi instituído pelo projeto de Lei Municipal nº 688, de 24 de maio de 1968, durante a gestão do prefeito Fernando Spínola.
O brasão é de autoria do heraldista Alberto Lima e tem as seguintes características heráldicas:
Escudo português terciado em faixas, sendo que na primeira faixa em campo de blau (azul) e campanha de sineple (verde) com 4 estrelas de ouro e uma faixa de entrada de prata. Na 2ª faixa dividido em dois campos, à direita um arco e uma flecha de ouro, em posição de ataque em campo de gales (vermelho), à esquerda uma cruz sobre um monte, tudo em ouro, em campo de blau (azul). Na última faixa, em campo de blau (azul) um monte de ouro carregado de uma esmeralda em sua cor natural (verde). No lastro, acompanhando a forma de escudo, um listel de prata ostentando os seguintes dizeres: “1752 – Vitória da Conquista – 1891” . Integrando o conjunto na parte superior a coroa mural de cinco torres de prata que é a cidade, carregada de uma eclipse de blau (azul), ostentando uma flor-de-lis em ouro.


BANDEIRA

Foi instituída pelo Projeto de Lei Municipal nº 182, de 27 de outubro de 1978, na gestão do prefeito Raul Ferraz.
O modelo da bandeira foi elaborado pelo heraldista Fernão Dias Sá. As cores dessa bandeira sintetizam os pavilhões Nacional e Estadual, com o acréscimo das cores municipais, sendo o verde e o amarelo correspondentes ao primeiro, com a sua significação, simbolizando, ainda, o verde, o café, nossa principal riqueza, o vermelho e o branco, são as cores estaduais, sendo as municipais azul e amarelo.
A faixa vermelha, azul e branca formam o “C”, inicial de Conquista. Estas três, mais a verde formam o “E” inicial de Educação, moderna preocupação do poder público municipal. As faixas azul e verde formam o “T”, inicial de Trabalho, fator móvel do progresso e lembra que só trabalhando o homem constrói o mundo e consegue bem estar. As estrelas em amarelo.
____________________________________________________________________


Desenvolvimento e Infra-Estrutura Conquistense

A região de Vitória da Conquista, devido à localização em uma altitude próxima de 1.000 metros acima do nível do mar e por não ter geadas, sempre foi um produtor de café.
Entretanto a partir do ano de 1975 esta cultura agrícola foi incrementada com financiamentos subsidiados pelos bancos oficiais, passando a região a ser a maior produtora do norte e nordeste do Brasil.
A partir do final dos anos 1980, o município realça sua característica de pólo de serviços. A educação, a rede de saúde e o comércio se expandem, tornando a cidade, a terceira economia do interior baiano. Essa pólo variado de serviços atrai a população dos municípios vizinhos.
Paralelamente à expansão da lavoura cafeeira, um pólo industrial passou a se formar em Vitória da Conquista, com a criação do Centro Industrial dos Ymborés. Nos anos 90, os setores de cerâmica, mármore, óleo vegetal, produtos de limpeza, calçados e estofados entram em plena expansão.
O ano de 2007 está sendo considerado como o início de um novo cíclo na agricultura regional, ciclo este fundamentado no plantio de cana-de-açucar, para produção sobretudo de etanol e no plantio de eucalipto destinado a produção de carvão para a indústria siderúrgica do norte de Minas Gerais, essências e madeira serrada que substituira a madeira de lei nativa cada vez mais escassa.
As micro-indústrias, instaladas por todo o Município, geram trabalho e renda. Estas indústrias produzem de alimentos a cofres de segurança, passando por velas, embalagens e movelaria, além de um pequeno setor de confecções.
A educação é um dos principais eixos de desenvolvimento deste setor. A abertura do Ginásio do Padre Palmeira formou os professores que consolidaram a Escola Normal, o Centro Integrado Navarro de Brito, além das primeiras escolas privadas criadas no Município.
A abertura da Faculdade de Formação de Professores, em 1969, respondeu à demanda regional por profissionais melhor formados para o exercício do magistério. A partir da década de 90, a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia multiplicou o número de cursos oferecidos. Também nessa década, surgiram três instituições privadas de ensino superior.
O setor de saúde ganhou novas dimensões. Antigos hospitais foram aperfeiçoados, clínicas especializadas foram abertas e a Rede Municipal de Saúde se tornou, a partir de 1997, referência para todo o País. Esse fato criou condições para que toda a região pudesse se servir de atendimento médico-hospitalar compatível com o oferecido em grandes cidades.
Hoteleiros, empresários, comerciantes atacadistas e profissionais liberais formam os segmentos que, junto com a Educação e a Saúde, fizeram a infra-estrutura da cidade abarcar, além de migrantes, a população flutuante que circula na cidade diariamente.
O desenvolvimento da cidade também é atestado pelos índices econômicos e sociais. O Índice de Desenvolvimento Econômico subiu do 11º lugar no ranking baiano, em 1996, para 9º, em 2000. O Índice de Desenvolvimento Social deu um salto: subiu do 24º para o 6º lugar. O IDH - Índice de Desenvolvimento Humano também saltou do 30º lugar em 1991 para 18º em 2000. Dos 20 melhores IDHs baianos, Vitória da Conquista foi o que mais melhorou.

Vitória da Conquista possui uma estrutura digna de sua população, a terceira maior da Bahia.
Um comércio forte e muito dinâmico contando com grande número de empresas além de um shopping center e vários centros comerciais. Esse pujante comércio abrange toda a regiao sudoeste do estado além do norte de Minas Gerais, influenciando uma população estimada em 2 milhões de pessoas, o que coloca a cidade entre os cem maiores centros comerciais do país.
A cidade também conta com um setor de saúde público e privado muito bem estruturado, que renderam a ela, prêmios a nível nacional e internacional, freqüentemente seu modelo de saúde pública tem servido de exemplo até mesmo para outros países.
Conquista também se destaca por possuir um setor educacional privilegiado, formado por excelentes escolas conveniadas com as melhores redes de ensino do país, além de contar com várias faculdades, tais como: FAINOR, FTC, JTS (particulares), UFBA, CEFET, UESB (públicas),o que a consagra como um importante pólo de educação superior com cerca de 12 mil universitários, não só para o estado da Bahia, como para todo o Brasil.
Destacam-se setores da economia como o moveleiro considerado o maior pólo desta natureza no estado; a cidade é grande produtora e exportadora de café e, atualmente, a construção civil tem sido o grande destaque na economia da cidade, na indústria destacam-se o Grupo Marinho de Andrade (Teiú e Revani), Coca-Cola, Dilly Calçados, Umbro, Kappa, BahiaFarma, Café Maratá, dentre outras.
____________________________________________________________________

Vitória da Conquista atende às demandas de cerca 17% da população baiana

Polarizando uma mesoregião com aproximadamente 200 Km de raio e um conjunto de cerca de 80 municípios , Vitória da Conquista atende às demandas de uma população aproximada de 2 milhões de habitantes, representando 17% da população baiana.

Trata-se de um entreposto comercial e de serviços que influencia economicamente, inclusive, cidades do Norte-Nordeste de Minas Gerais. Este importante pólo está localizado no centro do cruzamento Norte-Sul do País (rodovia federal BR-116) e no cruzamento Leste-Oeste do Estado da Bahia (rodovia estadual BA-262), situada a 134 km da Ferrovia Centro-Atlântica, e a 276 km do Porto e do aeroporto de Ilhéus (BA), o que possibilita enorme facilidade para se integrar aos modernos sistemas de transporte e acesso aos mais variados mercados consumidores estaduais e globais. Como todas as cidades brasileiras de médio porte localizadas em entroncamento rodoviário, aglutina os problemas próprios de uma região em que a maior parte dos chefes de família não ganham o suficiente para se manter.
Na área urbana, o fator determinante da economia está no comércio e na prestação de serviços. Segundo estudos do IBGE, Vitória da Conquista possuía, no ano de 1997, 4.512 empresas registradas, sendo a maioria delas (2.885) fundada de 1990 até aquele ano. Nas regiões rurais, possuía aproximadamente 2.606 estabelecimentos agropecuários que ocupavam uma área de 188.115 hectares , ocupando um número de 12.329 trabalhadores.
No ano de 1998, o ITR (Imposto Territorial Rural) arrecadado no município foi de R$ 52 milhões e 875 mil. O café, a mandioca e a pecuária bovina são as principais atividades agropecuárias municipais, com destaque para a cafeicultura (que é um vetor de desenvolvimento regional desde os anos 70). Além disso, ocorre uma predominância da área cultivada por produção animal, tanto pela bovinocultura quanto pela caprino-ovinocultura e a suinocultura. Algumas áreas desenvolvem a horticultura, olericultura e fruticultura. Em termos estruturais e sistêmicos, destaca-se a extensa área do município onde predomina a Agricultura Familiar, com vasta tradição e portadora das dificuldades comuns às diversas regiões nordestinas.
O ensino superior sofreu um incremento superior a 100% das vagas existentes em 1997, com a ampliação de 13 novos cursos de graduação na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, que alcança hoje o número de 2.504 matrículas no Campus de Vitória da Conquista, além da criação de mais 03 (três) estabelecimentos de 3º grau pela iniciativa privada no município, nestes últimos três anos.
____________________________________________________________________

Atrações Turísticas

A cidade oferece como atrações turísticas a Estátua do Cristo Crucificado de Mário Cravo, Reserva Florestal do Poço Escuro, Parque da Serra do Peri-Peri, além de enventos como a Miconquista (micareta) e o recente Festival de Inverno da Bahia, evento de inverno oficial da Rede Globo de Televisão na Bahia.A cidade possui vários monumentos onde se destacam, o Monumento ao Índio, o Monumento às Águas, o Monumento aos Mortos e Desaparecidos Políticos da Bahia, no período do regime militar instalado em 1964, localizado na Praça Tancredo Neves e o Monumento a Jacy Flores, localizado na Av. Olivia Flores.Êste último momumento, além da vida da homenageada, a primeira mulher legalmente estabelecida em Vitória da Conquista, descendente do casal fundador do Arraial da Conquista, Josefa e João Gonçalves da Costa, relata também a ligação histórica entre Vitória da Conquista, na Bahia e Chaves em Trás os Montes, com trabalhos em faiança portuguêsa, representando o brasão de cada uma destas duas cidades. Faz parte ainda deste conjunto, mais de vinte árvores de Pau Brasil plantados em 10 de fevereiro de 2004, data da inauguração, representando os índios (moradores primitivos), os colonos, os que aqui hoje vivem, estando estas árvores aguardando os futuros habitantes de Vitória da Conquista.A cidade tem mostrado uma grande vocação para o turismo de negócios, devido ao contínuo crescimento econômico que tem experimentado. Possui rodoviária, com linhas diárias para todas as cidades da região e principais cidades do país, além de um aeroporto para aeronaves de médio porte com voos diários pelas empresas OceanAir e Passaredo para diversas cidades brasileiras.

Parque Municipal Serra do Periperi


O Parque da Serra do Periperi foi criado em 1998, através de um convênio entre a Prefeitura de Conquista e o Ministério do Meio Ambiente. A área tem cerca de 1.300 hectares e é destinada tanto à preservação dos remanescentes de mata de cipó, da vegetação nativa e das nascentes existentes na Serra, quanto à implantação de equipamentos de apoio à atividades de fiscalização e monitoramento, pesquisa científica e educação ambiental. Sua implantação vem garantindo o controle da expansão urbana na área da Serra, a realização de estudos do uso e ocupação do solo, além do levantamento da flora e fauna da região. No Parque funcionam o Cetas - Centro de Triagem de Animais Silvestres - e o Herbário Sertão da Seca.
A área é cercada e constantemente monitorada pelos fiscais. Vários orgãos em parceria vem trabalhando para interromper, definitivamente, as atividades de mineração na Serra do Periperi. Além de obstruir vias de acesso local que impedem a retirada de areia e cascalho na área do Parque, a equipe tem realizado reuniões com os mineradores e, junto ao Gabinete Civil, está buscando encontrar uma área de jazida, de propriedade particular, localizada fora do perímetro do Parque. Com a aquisição dessa área, os mineradores serão relocados e continuarão a desenvolver suas atividades de forma organizada e legalizada.
A Secretaria do Meio Ambiente também está investindo no reflorestamento de áreas degradadas na Serra do Periperi. Só em 2003 foram plantadas 2.500 mudas de espécies nativas, distribuídas pelas áreas da Cascalheira da Rio-Bahia, da antiga Fazenda de Melquisedeque (Manga do Guarani), do Herbário (antigo Camping), Bebedouro da Onça, das clareiras e da encosta da Reserva do Poço Escuro. Outras 3.000 mudas de sansão-do-campo foram plantadas e formam uma cerca viva nos limites do Centro de Triagem de Animais Silvestres, Herbário Sertão da Ressaca e sede do Parque.

O Poço Escuro é a área de maior biodiversidade de todo o Parque da Serra do Periperi. Por isto, a equipe da Coordenação do Meio Ambiente atua constantemente na conservação e na recomposição da Reserva. Somente em 2003, mais de 4.600 pessoas visitaram o Poço Escuro. Considerado como um dos principais pontos turísticos do município, ao longo dos últimos anos diversas intervenções foram feitas no sentido de melhorar as condições de acesso e visitação ao local.
A segurança da área sempre foi uma das maiores preocupações. Hoje a reserva conta com um sistema de iluminação totalmente renovado. As pontes, passagens e também a escada de travessia entre os bairros Petrópolis e Guarani foram recuperadas. As quatro trilhas existentes -Trilha Branca com 1.070 m , Trilha Amarela com 1.620 m , Trilha Laranja com 1.810 m e Trilha Vermelha com 2.030 m - foram desobstruídas e totalmente sinalizadas. Além disso, foram instalados bancos e mesas em estilo rústico que garantem lazer e descanso aos visitantes.
Para perceber a riqueza da Reserva, vale lembrar que o Poço Escuro foi definido e está sendo utilizado como um dos pontos de coleta de material biológico para a pesquisa "Levantamento de Espécies de Vespas e Abelhas Solitárias no Parque da Serra do Periperi", desenvolvida pela professora Raquel Pérez Maluf e alunos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). A pesquisa destina-se ao levantamento das espécies de abelhas e vespas solitárias.
____________________________________________________________________

Construída há mais de cem anos, a casa de D. Henriqueta hoje abriga o Museu Regional de Vitória da Conquista

Henriqueta Prates dos Santos Silva é o nome da mulher que permanece imortalizada na história de vitória da Conquista. Filha de Maria Vitória Moreira Prates e Estevão Prates nasceu em 4 de abril de 1863 e recebeu de seus pais uma educação conservadora e típica do século XIX onde a mulher era preparada exclusivamente para cuidar do marido, da família e do lar, sem acesso a escola, mesmo assim as escondidas começou a aprender escrever.Ela cumpriu à risca este papel desde que se casou aos 20 anos em 1883, com José Satiro dos Santos Silva até o momento em que ficou viúva, aos 34 anos e com sete filhos para criar, cabendo apenas a ela cuidar da saúde e educação dos filhos.

D. Henriqueta não voltou a se casar, e a partir desse momento, seu papel começou a mudar na sociedade conquistense, onde de inicio, passou de dona de casa a líder e conselheira familiar, na falta de seu marido, sendo respeitada por filhos e netos. Ela começou a desempenhar então um papel masculino, pois a manutenção da casa e a figura de chefe familiar era desempenhada pelo homem.

No entanto, seus conselhos não ficaram restritos á sua família, mas, estenderam-se à toda a cidade. Tornou-se, em muitos momentos, pacificadora de situações conflituosas da região. Na política também, desempenhava papel importante, e a todo momento era procurada por políticos locais e regionais, que lhes pediam opiniões em assuntos importantes da vida pública. Como conselheira e líder política ela também desempenhava um papel masculino, pois sendo estes dois cargos de pessoas públicas, eram sempre exercidos por homens.

Além de conselheira familiar e política, D. Henriqueta era uma mulher caridosa, e não hesitava em acolher pessoas que nem conhecia em seu recinto familiar. As portas de sua casa eram abertas a todos, e ela acolhia de pessoas necessitadas como andarilhos, a pessoas portadoras de graves doenças e de fácil contágio.

Hoje D. Henriqueta ainda está viva na memória da cidade. Muitas obras de autores regionais foram escritas em sua homenagem. Em muitas destas obras ela é colocada como um “mito”, uma mulher fantástica, ligada até a supostos milagres que teriam acontecido na cidade. Várias narrativas são contadas a seu respeito, e que, enaltecem ainda mais suas atitudes e seus feitos, sua coragem e sabedoria.

A casa em que D. Henriqueta viveu toda a sua vida de casada, criou seus filhos e netos, acolheu desamparados, doentes, desabrigados além de políticos e pessoas influentes da esfera conquistense em busca de seus conselhos, até a sua morte, continua de pé, firme, no centro da nossa cidade. Construída há mais de cem anos, a casa passou pelas mãos de vários descendentes (filhos e netos) de D. Henriqueta, e hoje abriga o Museu Regional de Vitória da Conquista. Um espaço dedicado a conservação da história de nossa cidade e das memórias de sua ilustre moradora.
____________________________________________________________________

Confira!

Hino a Conquista - Andrea Cleoni
História de Vitoria da Conquista

Mais fotos

Mais fotos
Vista Panorâmica 01

Vista Panorâmica

Praça Tancredo Neves

Catedral Metropolitana Nossa Senhora das Vitórias

Avenida da Integração - Rio-Bahia

Avenida Lauro de Freitas - Terminal de Ônibus

Avenida Olívia Flores

Shopping Conquista Sul

Monumento ao Índio