Henriqueta Prates dos Santos Silva é o nome da mulher que permanece imortalizada na história de vitória da Conquista. Filha de Maria Vitória Moreira Prates e Estevão Prates nasceu em 4 de abril de 1863 e recebeu de seus pais uma educação conservadora e típica do século XIX onde a mulher era preparada exclusivamente para cuidar do marido, da família e do lar, sem acesso a escola, mesmo assim as escondidas começou a aprender escrever.Ela cumpriu à risca este papel desde que se casou aos 20 anos em 1883, com José Satiro dos Santos Silva até o momento em que ficou viúva, aos 34 anos e com sete filhos para criar, cabendo apenas a ela cuidar da saúde e educação dos filhos.
D. Henriqueta não voltou a se casar, e a partir desse momento, seu papel começou a mudar na sociedade conquistense, onde de inicio, passou de dona de casa a líder e conselheira familiar, na falta de seu marido, sendo respeitada por filhos e netos. Ela começou a desempenhar então um papel masculino, pois a manutenção da casa e a figura de chefe familiar era desempenhada pelo homem.
No entanto, seus conselhos não ficaram restritos á sua família, mas, estenderam-se à toda a cidade. Tornou-se, em muitos momentos, pacificadora de situações conflituosas da região. Na política também, desempenhava papel importante, e a todo momento era procurada por políticos locais e regionais, que lhes pediam opiniões em assuntos importantes da vida pública. Como conselheira e líder política ela também desempenhava um papel masculino, pois sendo estes dois cargos de pessoas públicas, eram sempre exercidos por homens.
Além de conselheira familiar e política, D. Henriqueta era uma mulher caridosa, e não hesitava em acolher pessoas que nem conhecia em seu recinto familiar. As portas de sua casa eram abertas a todos, e ela acolhia de pessoas necessitadas como andarilhos, a pessoas portadoras de graves doenças e de fácil contágio.
Hoje D. Henriqueta ainda está viva na memória da cidade. Muitas obras de autores regionais foram escritas em sua homenagem. Em muitas destas obras ela é colocada como um “mito”, uma mulher fantástica, ligada até a supostos milagres que teriam acontecido na cidade. Várias narrativas são contadas a seu respeito, e que, enaltecem ainda mais suas atitudes e seus feitos, sua coragem e sabedoria.
A casa
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